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Paulo Cappelli

Lula deve ficar inelegível em 2026 por ato com Boulos, diz Pavinatto

Advogado formado na USP e ex-Jovem Pan, Pavinatto afirma que Lula ficará inelegível por uso da Lei Rounaet em evento no qual pediu voto

04/05/2024 12:33, atualizado 04/05/2024 14:57
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Ricardo Stuckert / PR
foto colorida de Lula durante evento das centrais sindicais na arena Corinthians - Metrópoles

Advogado formado na USP e ex-comentarista da Jovem Pan, Tiago Pavinatto afirma que Lula deverá ficar inelegível, sem poder disputar 2026, por conta do ato com Guilherme Boulos no feriado do Dia do Trabalhador. É que, além de o presidente pedir voto no aliado [caracterizando propaganda eleitoral antecipada], o evento na Arena Corinthians teria ocorrido com verba federal oriunda da Lei Rouanet, configurando abuso de poder político e econômico.

“Se confirmado o uso de recursos da Lei Rouanet, isso levará à condenação [inelegibilidade] de Lula, pois houve uso da estrutura do Poder Executivo para fins eleitorais”, afirmou Pavinatto. O advogado citou trecho da legislação eleitoral que estipula que ficarão inelegíveis “os detentores de cargo na administração pública direta, indireta ou fundacional, que beneficiarem a si ou a terceiros, pelo abuso de poder econômico e político”.

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Lula e Boulos durante evento das centrais sindicais na arena Corinthians
Lula durante evento das centrais sindicais na arena Corinthians
Lula durante evento das centrais sindicais na arena Corinthians
Lula durante evento das centrais sindicais na arena Corinthians
Lula e Boulos durante ato do 1º de Maio em SP
Ação da AGU cobra R$ 300 mil de Tiago Pavinatto
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Ação da AGU cobra R$ 300 mil de Tiago Pavinatto

Reprodução/ Instagram
Lula e Boulos durante evento das centrais sindicais na arena Corinthians
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Lula e Boulos durante evento das centrais sindicais na arena Corinthians

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Lula durante evento das centrais sindicais na arena Corinthians
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Lula durante evento das centrais sindicais na arena Corinthians

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Lula durante evento das centrais sindicais na arena Corinthians
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Lula durante evento das centrais sindicais na arena Corinthians

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Lula durante evento das centrais sindicais na arena Corinthians
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Lula durante evento das centrais sindicais na arena Corinthians

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Lula e Boulos durante ato do 1º de Maio em SP
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Lula e Boulos durante ato do 1º de Maio em SP

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 Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Visita ao campo do estádio do Corinthians, Itaquera, São Paulo - SP
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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante Visita ao campo do estádio do Corinthians, Itaquera, São Paulo - SP

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Lula durante evento das centrais sindicais na arena Corinthians
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Lula durante evento das centrais sindicais na arena Corinthians

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Ato das centrais sindicais pelo 1º de Maio no estacionamento da arena Corinthians, com a presença de Lula
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Ato das centrais sindicais pelo 1º de Maio no estacionamento da arena Corinthians, com a presença de Lula

Bruno Ribeiro/Metrópoles
Ato das centrais sindicais pelo 1º de Maio no estacionamento da arena Corinthians, com a presença de Lula
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Ato das centrais sindicais pelo 1º de Maio no estacionamento da arena Corinthians, com a presença de Lula

Bruno Ribeiro/Metrópoles

Segundo dados do Sistema de Acesso às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), página do Ministério da Cultura, o evento com Lula e Boulos no 1º de maio recebeu recursos da Lei Rouanet. Um “incentivador” contribuiu com R$ 250 mil para “realizar um grande show de samba na cidade de São Paulo” e espetáculos em outras 19 cidades. A Petrobras também patrocinou o evento, destinando R$ 3 milhões para os atos do Dia do Trabalhador.

Após determinação da Justiça Eleitoral, Lula removeu vídeo, postado no Youtube, no qual pedia votos para Boulos na disputa pela Prefeitura de São Paulo.

Para Pavinatto, o episódio pode respingar em Guilherme Boulos. “Se esse valor ultrapassar 10% do máximo do custo da campanha para prefeito de São Paulo, o próprio pré-candidato do PSol poderá ter sua candidatura impugnada”, diz o advogado.

A legislação eleitoral, porém, prevê que o candidato beneficiado com o pedido de voto só poderá ser punido caso fique comprovado que ele sabia, antes do evento, que o aliado incorreria na irregularidade. Dessa forma, Boulos poderá argumentar que foi surpreendido com a iniciativa de Lula e, dessa forma, ter boas chances de ser inocentado.

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